O Paradigma Criado pela Pesquisa de Mercado Online

A pesquisa de mercado “online” veio acelerar e aprofundar os meios à disposição dos “mar187091508-1024x680keteers” e dos gestores. Se nem sempre os “marketeers” consideram que a sua profissão se tornou mais fácil, isso deve-se, não à tecnologia, mas à própria natureza concorrencial do sistema; com “carros” mais velozes, todos foram obrigados a “andar” mais rapidamente para acompanhar o ritmo dos restantes. Mas, além da maior velocidade, existem algumas características novas que mudaram a configuração da pesquisa de mercado:

A importância dos dados

Gerir uma empresa, lançar um novo serviço ou produto e planear uma estratégia de “marketing” são tarefas que pertencem cada vez mais ao domínio dos especialistas em análise e interpretação de dados. A gestão tem menos que ver com rasgos de criatividade e mais com os computadores. Os cenários futuristas de décadas anteriores, em que os computadores tomariam conta da civilização, (ainda) não se materializaram, mas hoje
o gestor com acesso a grandes quantidades de dados tem como missão utilizar “software” cada vez mais poderoso para os analisar, processar e deles extrair conclusões.

Especialização

Do ponto anterior concluímos que a pesquisa de mercado “online” é uma tarefa – ou um conjunto de tarefas – cada mais especializada e detalhada. Pesquisar e processar dados é um trabalho a tempo inteiro, que pode ocupar todo um departamento ou uma equipa. A emergência das redes sociais veio criar novas plataformas de comunicação e contacto com clientes e potenciais clientes, em que se pode encontrar os concorrentes, divulgar, vender e conhecer opiniões – e planear os próximos passos da estratégia em função desses dados. Os “websites” estão no ar 24 horas por dia, e com ferramentas como o Google Analytics os “webmasters” têm pilhas de dados para poderem descobrir até que ponto a presença “online” da empresa está a ser eficaz.

Diálogo contínuo e permanente

O diálogo com o mercado é uma necessidade diária que qualquer gestor conhece instintivamente. O fenómeno da “internet”, ao deixar as pessoas com computadores em casa e no trabalho e com “smartphones” no bolso, veio apenas facilitar e acelerar este diálogo.