A pesquisa “online” é resultado de uma das maiores revoluções deste século XXI. Após destronar o império da rádio, em meados do século XX, a televisão nunca havia encontrado parceira que pudesse pôr um ponto final ao seu rcomputer-searcheinado até ao lançamento, em meados dos anos 80, da “World Wide Web”.

Esta nova ferramenta foi a primeira premonição de como seria o futuro da informação. Quebrando todas as regras e todos os limites, esta nova forma de contacto, instaurando uma verdadeira rede de comunicação, associou-se ao computador, o responsável pela abertura de uma nova era do conhecimento humano.

Para além da velocidade, da troca imediata e do contacto directo transfronteiriço, a “internet” trouxe a concretização de uma total conexão entre os diversos pontos do globo, com a navegação na rede sendo potenciada pelo aparecimento dos motores de busca. A pesquisa tornou-se possível em qualquer lugar e sobre qualquer assunto, e as enciclopédias morosas, dispendiosas e de difícil acesso foram rapidamente ultrapassadas pelas suas concorrentes virtuais.

Em Portugal, como eco da revolução que se deu no resto do mundo, a “internet” também modificou padrões e estilos de vida. No fundo, as suas ferramentas de pesquisa trouxeram a democratização da informação e do acesso a ela. Através de uma só janela e por intermédio de um “interface” hoje presente em praticamente todos os estratos da sociedade, qualquer pessoa passou a ter a possibilidade de realizar pesquisas, alargar fontes de informação e, por conseguinte, ter um acesso garantido que ultrapassa o facto de ter poder económico ou educacional.

Em geral, a importância da pesquisa prende-se com a aprendizagem pela ação. E, no caso da pesquisa “online”, a informação fica completamente disponível a todos os que por ela procurem. Em Portugal, este método alterou formas de ensinamento, de relacionamento interpessoal e técnicas educacionais. Mas, principalmente, trouxe a todos novas possibilidade de construção do conhecimento, pois a “internet” vai onde as bibliotecas não vão, onde as escolas não estão e onde o conhecimento não chega.